Um bocado de mim morre a cada segundo que passa! Saem palavras da minha boca na esperança de convencer aqueles que me rodeiam. Não quero que saibam que dói assim!
Oculto a dor e ainda dói mais.
Oh lembranças do meu bem passado, deixem-se ficar mas não me torturam por favor.
E no fundo, não me convenço que chegou ao fim. Não pode. Não aguento. Se é para doer tanto, será que vale apena? Vale, eu sei que vale. Mas porque que tem que doer? Porque que não posso simplesmente ser feliz?
Um simples olhar dói. Dói, porque parte de ti está lá. Há pedaços de ti por o lado.
Há pedaços de ti na casa de banho, no frigorífico, no escritório, na sala, no sofá, na cama. Vou à janela e mais um bocado de ti por ali. Saiu para apanhar o autocarro, mais um bocado, chego a escola e lá está mais outro. A minha própria mente está repleta desses bocados. E a cada bocado que por mim passa é uma lágrima que sai. É uma dor que aperta. É um sufoco.
Passei anos a achar que não era capaz, que não era possível. Que não tinha motivos para pensar em planos futuros, por não ser merecedora deles e por não haver ninguém que pudesse corresponder as minhas expectativas. E tu arriscaste. Quiseste. Fizeste com que te dissesse que SIM e para que? Perguntaste tanta vez se estava certa no que dizia. Se tinha consciência. EU tinha! Tinha mesmo. Ainda tenho. Ainda quero. Mas tu não querias, nem estavas capaz de ter dito aquilo. Mas disseste.
É por isso que choro. É por isso que dói.
Ouvi tantas vezes dizer que não dava porque não podia dar o que esperavam de mim. O irónico, é que depois de tantas voltas que dei dentro de mim e de conseguir ultrapassar. Oiço que não dá porque sou boa demais. O que devo ser afinal?
Então choro ainda mais! E dói ainda mais.
Depois, de repente, lembro-me que terminou e não aguento! Que realidade mais cruel.
É isto o amor? Então não quero mais. Dói demasiado para um metro e meio :’(
Faz doer por dentro, por fora. Em todo o lado. Não pára. É constante.
Só quero uma de duas coisas: que isto seja um pesadelo e acordar e estar tudo como antes ou deitar-me e nunca mais sentir…
Nenhum comentário:
Postar um comentário